"O maior medo do homem é uma porta entreaberta." Stephen King

"Quem tem c**, tem medo"
Ditado Popular

domingo, 29 de novembro de 2009

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Papai Noel x pedofilia.
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E agora?
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Pense antes de sentar no colo dele!
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domingo, 8 de novembro de 2009

Estamos em regressão

OS NEOCARETAS

Geysi tem 20 anos, carnes fartas e - suprema arrogância - gosta de si a ponto de usar um vestido vermelho e curto, deixando de fora um bom naco das coxas generosas. E vai vestida assim para a escola, justificando-se:

- Depois da aula vou numa festa.

Convenhamos: não é de bom tom ir à aula de minissaia, qualquer que seja a cor, certo? Pode provocar tumulto. E foi exatamente o que aconteceu neste ano de 2009 do novo milênio. Além de usar a minissaia, Geysi subiu a rampa que dá acesso às salas de aula... E alguém sentiu-se incomodado com o vestido e as coxas da moça e falou para outro alguém, que também se incomodou. Outros alguéns compartilharam da incomodação e começaram a xingar a moça, juntando mais gente e encurralando-a numa sala de aula da universidade Uniban, em São Bernardo, SP.
Foi necessário que a polícia fosse chamada para Geysi ser retirada do local em segurança, vestindo um jaleco branco sobre o vestido escandaloso.

Pelas cenas, calculei que umas 300 pessoas estiveram envolvidas na confusão. Tenho certeza de que pelo menos 270 estavam no tumulto pelo tumulto. Queriam fazer algazarra, tirar fotos e participar da bagunça. Mas alguns estavam realmente irados e dispostos a dar um corretivo na moça que ousou usar uma minissaia na escola.

O ser humano em grupo é um perigo. Perde o senso do ridículo, o medo, a capacidade de usar a lógica e é capaz de cometer as maiores barbaridades. É assim com as torcidas organizadas, nas brigas na balada, e com aqueles grupos de jovens que destroem os orelhões.

Em grupo, somos irracionais.

E ali, dentro de uma universidade, local que tradicionalmente chama a si a vanguarda pelas "lutas democráticas", assistimos a uma demonstração de intolerância, brutalidade e estupidez como há muito não se via. Provavelmente a maioria dos "defensores da moral e bons costumes" eram garotos e garotas que não veem mal em dançar aqueles funks com letras pornográficas, navegar por sites de sacanagem, dar audiência para a mulher melancia - que mostra o útero em rede nacional de televisão - ou consumir algumas substâncias pra "ficar mais alegre". Essa gente tão liberal ficou zangada com o vestido da Geysi. E decidiu partir para a porrada.

E o Brasil conheceu a versão atualizada dos cara-pintadas: os neocaretas.

Parece que apenas um professor defendeu a garota. Ninguém mais. Até dá para entender: o medo de apanhar pode ter espantado os defensores habituais... Mas e depois? Cadê as declarações estridentes daquelas ONGs que defendem a mulher? Cadê as ameaças daqueles grupos que se mobilizam pelos direitos humanos? Cadê a pastoral do bairro? Ninguém se manifestou. Geysi está só.

Geysi Arruda é a Geni do novo milênio. Mas, diferente da Geni da música de Chico Buarque, não sofre preconceito por ser prostituta. O mal de Geysi é ser loira. Ter olhos claros. Não ser miserável. Não ser negra. Não ser homossexual. Não ser bolsista pelo sistema de cotas.

O pecado de Geysi é não defender alguma bandeira "dos oprimidos".

No Afeganistão, ela teria sido apedrejada.

Ainda chegaremos lá.

Texto de Luciano Pires - recebido por email
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Deu nos jornais de hoje: Geysi foi expulsa da UNIBAN.
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sábado, 31 de outubro de 2009

31 de Outubro

Intolerância

Vestido curto causou toda a polêmica na Uniban - Reprodução/TV Globo


SÃO PAULO - A Universidade Bandeirantes (Uniban), por meio de nota, informou que irá abrir uma sindicância para apurar o que realmente aconteceu com a aluna de Turismo do campus de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, que teve de deixar a instituição de ensino escoltada pela Polícia Militar. A estudante foi alvo de ofensas de colegas, que a chamaram de "vagabunda", por estar usando uma minissaia. Alguns jovens chegaram a cercá-la e a intimidá-la.

Ainda segundo a nota, a Uniban confirma as manifestações de caráter ofensivo sofridas pela estudante. Mais AQUI .

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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Efeito estufa? Não seria efeito forno?

Por David Ljunggren

OTTAWA (Reuters) - A cobertura de gelo plurianual do Oceano Ártico desapareceu, um acontecimento surpreendente que tornará mais fácil abrir rotas de navegação polar, afirmou um especialista na quinta-feira.

Vastos mantos impenetráveis de gelo plurianual, que podem atingir 80 metros de espessura, bloquearam por séculos o caminho de navios em busca de uma rota mais curta pela mítica Passagem Noroeste do Atlântico ao Pacífico. Eles também impossibilitavam a ideia de navegar pelo topo do mundo.

Mas David Barber, da cátedra de Pesquisa em Ciência do Sistema Ártico da Universidade de Manitoba, no Canadá, disse que o gelo estava derretendo a um ritmo extraordinariamente rápido.

"Estamos praticamente sem o gelo marinho plurianual no Hemisfério Norte", disse ele numa apresentação ao Parlamento. O pouco que restou está retido contra o arquipélago ártico do Canadá, distante das possíveis rotas de navegação.

Os cientistas associam as temperaturas mais elevadas do Ártico e o derretimento do gelo marinho às emissões de gases que provocam o efeito estufa, causado pelo aquecimento global.

Barber acaba de voltar de uma expedição que procurava - e em boa medida não conseguiu encontrar - um banquisa gigante plurianual que deveria estar no Mar de Beaufort, na costa da cidade canadense de Tuktoyaktuk.

Em vez disso, seu navio quebra-gelo descobriu centenas de quilômetros do que chamou de "gelo podre" - camadas de 50 centímetros de espessura de gelo recente, cobrindo pequenos pedaços de gelo mais antigo.

"Eu nunca vi nada igual a isso em meus 30 anos de trabalho no alto Ártico... foi muito impressionante", disse ele.

"Do ponto de vista prático, se você quiser navegar pelo pólo, se preocupa com o gelo marinho plurianual. Você não se preocupa com esse gelo podre que encontramos ao longo de 13 nós. É fácil navegar por eles".

Os cientistas se preocupam há décadas com o ritmo em que os mantos de gelo ártico estão recuando. Dados dos Estados Unidos indicam que a cobertura de gelo no Ártico em 2009 era a terceira menor da qual se tinha registro, depois de 2007 e 2008.

Um número crescente de especialistas acha que, até no máximo 2030, o Pólo Norte não terá mais gelo durante os verões, pela primeira vez em um milhão de anos.

"Eu diria que, de uma perspectiva prática, nós temos um Ártico praticamente livre de gelo sazonalmente agora, porque o gelo marinho plurianual é a barreira ao uso e desenvolvimento do Ártico", afirmou Barber.

As empresas de navegação buscam se beneficiar das águas mais quentes. Este ano dois navios de carga alemães navegaram com sucesso da Coreia do Norte pela costa da Sibéria sem a ajuda de quebra-gelos.

O Ártico está esquentando três vezes mais rápido do que o restante da Terra, em parte por causa da reflectividade, ou o efeito do feedback albedo de gelo.

À medida em que mais e mais gelo derrete, faixas maiores de água marinha escuras são expostas. Elas absorvem mais luz solar do que o gelo e provocam o aquecimento mais rápido da água, e, portanto, derretem mais gelo.

Barber afirmou que o gelo agora estava sendo derretido tanto pelos raios solares como pelas águas mais quentes abaixo.

"O Ártico é um indicador precoce do que podemos esperar numa escala global nas próximas décadas... Assim, devemos prestar atenção a isso com muito cuidado", disse Barber.

sábado, 17 de outubro de 2009

Prevenção, o melhor remedio

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Peter Criss, o baterista da banda de hard rock Kiss revelou ter sido diagnosticado com câncer de mama em 2008. Curado, Criss resolveu falar sobre o assunto só agora para conscientizar seus fãs sobre os riscos do câncer de mama no mês dedicado à prevenção da doença.
O câncer de mama atinge um homem a cada cem mulheres.
Leia mais aqui .
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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Distrito 9 - você é o vilão

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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

A vez do mais fraco

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Autraliano flagrou coelhos selvagens atacando e matando uma cobra-rei marrom. (Foto: Reprodução/The Cairns Post)

Um casal de coelhos matou uma série de cobras perto de Cairns, na Austrália. Inicialmente, Armando Del Manso, de 42 anos, acreditava que seu cão tinha sido o responsável pela matança, segundo reportagem publicada nesta terça-feira pelo jornal australiano "The Cairns Post".

Armando Del Manso encontrou os répteis mortos com marcas de mordidas em seu gramado durante três semanas. No entanto ele ficou ainda mais surpreso quando descobriu que um casal de coelhos matou as cobras.

Del Manso fez a descoberta quando viu os dois coelhos selvagens atacando uma cobra-rei marrom. Segundo ele, o casal matou o réptil em cerca de dois minutos. "Eu estou amedrontado. Isso é absolutamente incrível", disse.

Ele destacou que os coelhos viviam sob uma pilha de madeira no fundo do quintal e têm o tamanho de um gato doméstico. Um dia depois de descobrir os "coelhos assassinos", Del Manso notou que o casal teve dois filhotes, o que poderia explicar a reação dos coelhos contra as cobras.

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Quem nunca viu passarinhos atacando gaviões quando seus ninhos são postos em perigo?
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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Isso deve doer...

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Supositório-bomba é nova arma da Al -Qaeda, diz 'Figaro'
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Leia mais aqui .
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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Filosofia e rasgação de seda... Pode?

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PORLAMAR, Venezuela (Reuters) - Os líderes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Líbia, Muammar Kadafi, propuseram uma nova definição global para o conceito de terrorismo.

Reunidos no dia seguinte ao final da cúpula de líderes da África e da América Latina, na Venezuela, os dois políticos assinaram na segunda-feira uma declaração sugerindo a realização de uma conferência global para redefinir terrorismo.

Eles não se manifestaram publicamente sobre o documento, que rejeita "tentativas de vincular a luta legítima do povo pela liberdade e autodeterminação" ao terrorismo, segundo um site do governo local.

Chávez é acusado por EUA e Colômbia de apoiar rebeldes marxistas da guerrilha Farc, que é considerada uma organização terrorista por Washington e Bogotá. Ele nega a acusação.

Kadafi, que governa a Líbia há 40 anos professando um "socialismo islâmico", também já foi acusado de abrigar terroristas. Mas desde 2003 ele abandonou seus programas de armas de destruição em massa e busca melhorar suas relações com os EUA.

Chávez tem repetidamente homenageado Kadafi durante a primeira visita do líder líbio à América Latina. Na segunda-feira, os dois reuniram centenas de admiradores na ilha Margarita, onde Chávez deu a Kadafi uma réplica da espada do libertador Simón Bolívar.

"Estamos escrevendo novas páginas da história. Estamos aqui para mudar a história e criar um novo socialismo, um novo mundo", disse Chávez.

Na segunda-feira, Kadafi foi visto fazendo compras na ilha Margarita, usando uma camisa com motivos africanos e ocasionalmente parando para conversar com populares.

(Reportagem de Jorge Silva em Porlamar e Enrique Andres Pretel em Caracas)

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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Os homens de branco

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Meu pai foi ao médico, por conta de uma dor no ombro.
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Foi examinado por um médico na Santa Casa, ali no centro da cidade, que prescreveu um remedio. Um comprimido por dia durante cinco dias.
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Ele tomou um e passou mal.
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Hoje eu peguei a bula para dar uma olhada, parecia uma bíblia de tão longa. O remedio deve ser mantido entre 15 e 30 graus centígrados. Entendo isso como sendo um remedio de substâncias instáveis. A bula/bíblia era cheia de alertas, carregada de nomes desconhecidos.
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E no meio daquilo tudo: "NÃO DEVE SER TOMADO POR PACIENTES PARKINSONIANOS".
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Simples assim, o cara de jaleco branco prescreveu um dos remedios que meu pai não deveria tomar em hipótese alguma. Ele havia sido informado do uso de remedios específicos.
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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Meu BraZil

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domingo, 9 de agosto de 2009

Dia dos pais

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Suina x aviária

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AGOSTO - Mes de cachorro louco

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sábado, 25 de julho de 2009

A VELHINHA DE ITAJAÍ

A VELHINHA DE ITAJAÍ

Quem será que cria aquelas propagandas de lojas de varejo que infestam a televisão? Aquelas coisas tipo Casas Bahia, Lojas Marabras, Lojas Mariza e outras que ocupam um espaço publicitário gigantesco com tanto mau gosto? É sempre a mesma coisa: um sujeito pretensamente simpático ou um casal jovem e risonho falando alto e rápido sobre as maravilhas daquele jogo de sofá que só amanhã você pode comprar em cento e trinta e duas parcelas de oito reais e oitenta centavos...
Busquei na memória e vi que sempre foi assim. Os mais antigos lembrarão da quinzena de tapetes do Mappin. Dos ternos da Ducal. Das Lojas Brasil, onde "você leva o Brasilino de presente"... (Aliás, há anos tento encontrar um boneco do Brasilino pra comprar e não acho. Você sabe onde tem?)

Pois no final de 2008 durante um telejornal assisti chocado às imagens das inundações em Santa Catarina. Uma tragédia imensa e - como a maioria das tragédias brasileiras - previsível. Pessoas perdendo parentes, perdendo casas, perdendo tudo... Uma das cenas, em Itajaí, mostrava uma velhinha voltando para casa e vendo seus móveis, televisão, geladeira, tudo destruído. A expressão daquela senhora tinha a dor da desesperança que só as tragédias conseguem forjar. Doeu em mim. A última imagem mostrou-a desolada, olhando seu jogo de sofás, que ela dizia que tinha acabado de comprar, coberto de barro. Destruído.

Pausa para o comercial.

Casas Bahia. Um sujeito histriônico, de paletó vermelho, cabelo e sobrancelhas pintadas, rosto de plástico, falando alto, quase perdendo o fôlego e mostrando as ofertas imperdíveis enquanto ao fundo uma horda de consumidores fingia comprar tudo que podia. Entre as ofertas imperdíveis, um conjunto de sofás parecido com o da velhinha de Itajaí... Em seguida vem o anúncio do automóvel que eu tenho que comprar. E depois do celular que vai resolver todos os meus problemas. Então vem aquele banco que é o melhor lugar do mundo. Todos repletos de mulheres
maravilhosas, homens jovens e sorridentes, crianças inteligentes e velhinhos pensando que têm trinta anos de idade. Uma maravilha.

Volta o noticiário.

Gente morrendo na troca de tiros durante a invasão do morro no Rio de Janeiro. E agora ao vivo a repórter trazendo as últimas da inundação.
Dó...
Num instante estou no mundo real, entre tragédias e tiroteios, dor e sofrimento, refletindo sobre como tenho sorte em ser quem sou, morar onde moro e trabalhar onde trabalho. No instante seguinte sou jogado para outro mundo, onde passo a refletir sobre como é pouco o que tenho, como eu poderia ser melhor se comprasse aquela roupa, aquele carro, aquele celular. Então outra vez o mundo perigoso. E depois o mundo do glamour... E assim vai. Viajo sem parar entre dois mundos antagônicos, um renegando o outro. Vou dormir com a mente confusa. Não sei qual
dos dois mundos venceu o "round" de hoje. E amanhã de manhã vai começar tudo outra vez: a velhinha perdendo o sofá e o moço vendendo um sofá. Aqueles dois mundos antagônicos são representações do mundo real. Cada uma com um ponto de vista, um filtro, uma lente. O mundo dos noticiários quer nossa atenção, nos segurar até a chegada do mundo dos comerciais, que pretende que compremos! E os editores usarão de todos os recursos de drama, imagens, sons e edição para nos conquistar... No vaivém entre os dois mundos estão nossas escolhas. O que fazer com os estímulos que recebemos de cada um deles? Provavelmente arregalar os olhos diante das tragédias e voltar ao trabalho pra poder ir às compras.
É essa a rotina de nossas vidas, não é?

Mas tudo bem... Quem sabe alguém decide comprar nas Casas Bahia um sofá novo pra velhinha de Itajaí.

Por Luciano Pires
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sábado, 11 de julho de 2009

The truth is over here



De crise em crise, o Senado brasileiro foi parar na imprensa internacional e ganhou um apelido incômodo.

"Em casa de enforcado, não se fala em corda", disse o Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em 07/07/2009. "Esta casa está diante de uma situação que tem que defender a sua tradição", afirmou o Senador Jarbas Vasconcelos (PMDB/PE) em 10/10/2007. "Ficou definido que o plenário está totalmente dividido", comentou o Senador Renato Casagrande (PSB/ES), em 04/12/2007.

Crise envolvendo o Senado não chega a ser novidade ao longo do tempo. Só que desta vez é quase uma denúncia por dia, tem ato secreto, conta secreta, sala secreta e até funcionário fantasma, tudo secreto. Isso inspirou muitas manchetes, inclusive mundo afora.

O Senado brasileiro também é chamado de câmara alta, mas em tempos de crise, recebe muitos apelidos, alguns nada elogiosos. Uma revista inglesa, por exemplo, aborreceu os Senadores com a reportagem que fez. Chamou o Senado de 'Casa de Horrores'.

Foi a "The Economist". Mais do que o relato dos últimos acontecimentos envolvendo o Presidente José Sarney, o que causou indignação foi o título. "Dizendo que nos somos uma casa de horrores. Eu peço desculpas ao povo brasileiro por ser parte dessa casa que dá margem a essa ideia no mundo", disse o Senador Cristovam Buarque (PDT-DF).

"Cada um trata dos seus problemas. Os ingleses tratam dos problemas da Inglaterra e nós tratamos dos problemas do Brasil", afirmou o Senador Heráclito Fortes (DEM-PI).

Por falar em problemas, o líder do PSDB, Senador Arthur Virgílio (AM) entrou nesta sexta-feira com uma representação no Ministério Público contra a Fundação José Sarney, por suposto desvio de verba de patrocínio da Petrobrás. "Nós precisamos realmente fazer uma investigação tão profunda quanto a mais profunda que se possa supor."

Sobre o apelido que o Senado ganhou dos jornalistas ingleses. "Eu concordo. Isso aqui tem sido uma casa dos horrores mesmo", completou.
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Fábio Willian Brasília


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terça-feira, 7 de julho de 2009

No tabuleiro da baiana tem...

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Durante décadas, soviéticos e americanos se enfrentaram em um complexo tabuleiro que ameaçava desencadear um conflito sem precedentes. Durante a Guerra Fria, capitalismo e comunismo travaram duelos no campo ideológico e armado. Com o desmoronamento da União Soviética no fim dos anos 80, a Guerra Fria saiu de cena. Mas a tensão entre Washington e Moscou nunca desapareceu totalmente.

Anos depois, a Guerra Fria mudou de estilo e passou a exibir uma nova faceta neste planeta globalizado. O mundo já não é tão polarizado e a tecnologia acrescenta uma dose considerável de dramaticidade. Um dos cenários mais vivos é o Leste Europeu, onde EUA e Rússia se enfrentam em ferrenha disputa sobre mísseis. Este, certamente, será um dos importantes desafios da Casa Branca liderada por Barack Obama.

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O efeito estufa irá esquentar essa história.
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Poe

Edgar Allan Poe (Boston, 19 de Janeiro de 1809Baltimore, 7 de Outubro de 1849) foi um escritor, poeta, romancista, crítico literário e editor estado-unidense.

Poe é considerado, juntamente com Jules Verne, um dos precursores da literatura de ficção científica e fantástica modernas. Algumas das suas novelas, como The Murders in the Rue Morgue (Os Crimes da Rua Morgue), The Purloined Letter (A Carta Roubada) e The Mystery of Marie Roget (O Mistério de Maria Roget), figuram entre as primeiras obras reconhecidas como policiais, e, de acordo com muitos, as suas obras marcam o início da verdadeira literatura norte-americana.

Edgar Allan Poe nasceu no seio de uma família escocesa-irlandesa, filho do actor David Poe Jr., que abandonou a família em 1810, e da actriz Elizabeth Arnold Hopkins Poe, que morreu de tuberculose em 1811. Depois da morte da mãe, Poe foi acolhido por Francis Allan e o seu marido John Allan, um mercador de tabaco bem sucedido de Richmond, que nunca o adoptou legalmente, mas lhe deu o seu sobrenome (muitas vezes erroneamente escrito "Allen"). Depois de frequentar a escola de Misses Duborg em Londres, e a Manor School em Stoke Newington, Poe regressou com a família Allan a Richmond em 1820, e registou-se na Universidade da Virgínia, em 1826, que viria a frequentar durante um ano apenas. Desta viria a ser expulso graças ao seu estilo aventureiro e boémio.

Na sequência de desentendimentos com o seu padrasto, relacionados com as dívidas de jogo, Poe alistou-se nas forças armadas, sob o nome Edgar A. Perry, em 1827. Nesse mesmo ano, Poe publicou o seu primeiro livro, Tamerlane and Other Poems. Depois de dois anos de serviço militar, acabaria por ser dispensado. Em 1829, a sua madrasta faleceu, ele publicou o seu segundo livro, Al Aaraf, e reconciliou-se com o seu padrasto, que o auxiliou a entrar na Academia Militar de West Point. Em virtude da sua, supostamente propositada, desobediência a ordens, ele acabou por ser expulso desta academia, em 1831, facto pelo qual o seu padrasto o repudiou até a sua morte, em 1834.

Poe mudou-se, em seguida, para Baltimore, para a casa da sua tia viúva, Maria Clemm, e da sua filha, Virgínia Clemm. Durante esta época, Poe usou a escrita de ficção como meio de subsistência e, no final de 1835, tornou-se editor do jornal Sothern Literary Messenger em Richmond, tendo trabalhado nesta posição até 1837. Neste intervalo de tempo, Poe acabaria por casar, em segredo, com a sua prima Virgínia, de treze anos, em 1836.

Em 1837, Poe mudou-se para Nova Iorque, onde passaria quinze meses aparentemente improdutivos, antes de se mudar para Filadélfia, e pouco depois publicar The Narrative of Arthur Gordon Pym. No verão de 1839, tornou-se editor assistente da Burton's Gentleman's Magazine, onde publicou um grande número de artigos, histórias e críticas. Nesse mesmo ano, foi publicada, em dois volumes, a sua colecção Tales of the Grotesque and Arabesque (traduzido para o francês por Baudelaire como "Histoires Extraordinaires" e para o português como Histórias Extraodinárias), que, apesar do insucesso financeiro, é apontada como um marco da literatura norte-americana.

Durante este período, Virgínia Clemm soube sofrer de tuberculose, que a tornaria inválida e acabaria por levá-la à morte. A doença da mulher acabou por levar Poe ao consumo excessivo de álcool e, algum tempo depois, este deixou a Burton's Gentleman's Magazine para procurar um novo emprego. Regressou a Nova Iorque, onde trabalhou brevemente no Evening Mirror, antes de se tornar editor do Brodway Journal. No início de 1845, foi publicado, no jornal Evening Mirror, o seu popular poema The Raven (em português "O Corvo").

Em 1846, o Brodway Journal faliu, e Poe mudou-se para uma casa no Bronx, hoje conhecida como Poe Cottage e aberta ao público, onde Virgínia morreu no ano seguinte. Cada vez mais instável, após a morte da mulher, Poe tentou cortejar a poeta Sarah Helen Whitman. No entanto, o seu noivado com ela acabaria por falhar, alegadamente em virtude do comportamento errático e alcoólico de Poe, mas bastante provavelmente também devido à intromissão da mãe de Miss Whiteman. Nesta época, segundo ele mesmo relatou, Poe tentou o suicídio por sobredosagem de láudano, e acabou por regressar a Richmond, onde retomou a relação com uma paixão de infância, Sarah Elmira Royster, então já viúva.

Diferentemente da maioria dos autores de contos de terror, Poe usa uma espécie de terror psicológico em suas obras,seus personagens oscilam entre a lucidez e a loucura,quase sempre cometendo atos infames ou sofrendo de alguma doença. Seus contos são sempre narrados na primeira pessoa.

[editar] Morte

No dia 3 de Outubro de 1849, Poe foi encontrado nas ruas de Baltimore, com roupas que não eram as suas, em estado de delirium tremens, e levado para o Washington College Hospital, onde veio a morrer apenas quatro dias depois. Poe nunca conseguiu estabelecer um discurso suficientemente coerente, de modo a explicar como tinha chegado à situação na qual foi encontrado. As suas últimas palavras teriam sido, de acordo com determinadas fontes, «It's all over now: write Eddy is no more», em português, «Está tudo acabado: escrevam Eddy já não existe».

Nunca foram apuradas as causas precisas da morte de Poe, sendo bastante comum, apesar de incomprovada, a ideia de a causa do seu estado ter sido embriaguez. Por outro lado, muitas outras teorias têm sido propostas ao longo dos anos, de entre as quais: diabetes, sífilis, raiva, e doenças cerebrais raras.

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sábado, 27 de setembro de 2008

Minority Report

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O Departamento de Segurança dos Estados Unidos não está tão longe de de chegar à sinopse do Minority Report, famoso filme estrelado por Tom Cruise nos cinemas. Os americanos estão desenvolvendo um sistema para detectar pensamentos hostis nas pessoas que estarão na fronteira do país, aeroportos e lugares públicos.



O filme de Steven Spielperg, lançado em 2002, era ambientado no futuro e mostrava a divisão policial Precrime, que conseguia detectar um crime antes do ocorrido, efetuando a prisão do possível homicida antes dele cometer o ato.




Se esse sistema for implementado no mundo real, a segurança de qualquer aeroporto, por exemplo, pode descobrir um terrorista antes dele cometer um atentado, o que pouparia diversas vidas, tempo e muito dinheiro. Isso evitaria confusões enormes.

A intenção do projeto se baseia na detecção do indivíduo suspeito, para depois interrogá-lo. A máquina usada tem sensores que podem analisar o comportamento de uma pessoa através da freqüência cardíaca, respiração, temperatura da pele, voz e expressões faciais. Participaram dos testes 140 voluntários para simular a situação, e algumas coisas ainda precisam de ajustes. O aparelho acertou 80% das pessoas com sinais suspeitos.




O projeto anteriormente se chamava "Project Hostile Intent" e agora foi renomeado para "Future Attribute Screening Technologies", também conhecido como FAST, para dar ao programa um nome mais amigável, segundo o departamento americano.

Isso tudo é para tranquilizar ou ficar com medo?

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terça-feira, 23 de setembro de 2008

O lugar mais sensível é o bolso (e o que está próximo)

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Pesquisa realizada com 10.000 homens em 19 cidades do estado de São Paulo mostra que o homem brasileiro possui quatro grandes temores: a falta de ereção, a perda de libido, adoecer e a queda de poder aquisitivo.
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A reportagem fala do medo do "homem brasileiro"... Mas foi feita somente no estado de São Paulo.

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sábado, 13 de setembro de 2008

Números

Algumas das cidades mais violentas do Brasil têm o mesmo índice de homicídios que o Iraque. Os dados do Ministério da Justiça apontam que, em Vitória, no Espírito Santo, o índice é de cerca de 70 assassinatos para cada 100 mil habitantes. Segundo um levantamento financiado pelo governo suíço sobre a violência no mundo, a taxa é equivalente à do Iraque. Ontem, o estudo foi divulgado em Genebra na presença do ministro da Justiça, Tarso Genro.

O relatório afirma que o Brasil tem quase 10% dos homicídios no mundo, com 48 mil mortes por ano. No mundo, os homicídios chegariam a 490 mil por ano, número superior ao número de mortes em guerras oficiais, como no Afeganistão, Colômbia ou Iraque. Pelos dados do levantamento, as guerras geram por ano cerca de 52 mil mortes.

"A situação da violência no Brasil é corrosiva. A violência no Brasil hoje é um sério empecilho ao desenvolvimento do País", afirmou Keith Krause, autor do relatório. A América do Sul, ao lado da África, são as regiões onde os homicídios apresentam as maiores taxas em todo o mundo. A média de Vitória, por exemplo, é dez vezes maior que a média mundial.

Em cidades como Rio, a média é de 40 assassinatos para cada 100 mil pessoas. "Queremos em quatro anos chegar a níveis chilenos, de cerca de 15 por cada 100 mil", reafirmou Tarso.

"O impacto econômico da violência no mundo cresce e preocupa os governos que querem se desenvolver. O custo chega a US$ 160 bilhões por ano em produtividade perdida e outros fatores", alertou Krause. As perdas brasileiras, apenas em relação aos gastos médicos, de atendimento e internação, seriam de US$ 88 milhões anuais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Eu acreditava que Vitória fosse uma cidade pacata, pelo que me disseram alguns conhecidos de lá. Que fosse menos violenta que o Rio ou São Paulo; mas talvez os números não mostrem especificamente a violência. Os números mostrados são relativos, indicam um percentual em relação a cada

100000 habitantes, que não deixa de ser alto, mas quais serão os números de assassinatos?

A sociedade se ve encurralada, e a frieza nos toma conta, vidas passam a ser meramente um número em um estudo. Sem nomes, sem história...

Casas velhas

video

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Machos

video

Bugs

Funny video on Funnyplace.org

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Ecologia



Enterro ecológico


Defunto embrulhado em papel machê.


quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Mundo livre

Obama em risco




Uma noite emocionante


Uma noite emocionante

Você viu?

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Diretamente do post 9 de Julho, eu trabalhei em Porto Feliz. Uma cidade pequena, pacata (quase)... E assombrada.

Tinhamos um site lá, um dos predios era para o almoxarifado, um predio grande, em um dos lados ocupando cerca de 20% do espaço havia o almoxarifado para ferramentas e peças pequenas e um pequeno escritório, tudo era separado por divisórias feitas de chapa metálica e tela de arame. A entrada de qualquer pessoa sem a nossa autorização estava proibida.

Era ali que estavamos eu e um colega que era o administtivro do lugar. E vimos alguém entrar no almoxarifado, passou rente a nós e foi para o fundo das prateleiras. Ainda comentamos "é muito cara de pau", "não tem jeito mesmo". Levantei e fui ter com o sujeito. E NÃO ENCONTREI NINGUÉM, não havia como sair dali sem passar por nós e nem onde se esconder.

Voltei e o colega perguntou "quem era?"

- Lourival, você viu o sujeito entrar, certo?

- Certo, quem era?

- Ninguém, não tinha ninguém lá.

- Não brinca! Ninguém passou por mim.

- Não estou brincando, não tem ninguém lá...

- Ah, eu vou lá para fora agora...

O meu colega era evangélico, não acreditava mas morria de medo de certas coisas.

Pois nós dois vimos algo naquele dia. E o que ou quem era não sabemos.
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quinta-feira, 28 de agosto de 2008

O caos em Batman

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"O terrorismo não tem motivos concretos, não tem sentido algum num mundo saturado de sentido, de eficácia, de finalidade. O terrorismo é uma singularidade. E a finalidade única da singularidade é destruir a totalidade" — Jean Baudrillard

Isso saiu diretamente daqui.
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terça-feira, 26 de agosto de 2008

The doll